As naturezas dos movimentos 

Penso que há duas situações diferentes: uma dos protestos que não nasceram midiatizados e outra daqueles que nasceram midiatizados.

Digo isto porque na segunda estive em uma manifestação (segunda) que nasceu longe das ruas de São Paulo, nasceu a partir da comoção que tomou conta das mídias grandes a partir da quinta. E nessa manifestação as pautas eram, na maioria, aquelas das tvs e jornais mesmo (corrupção dos políticos, hino nacional, bandeira, paz, etc).

Na terça estive em São Paulo e, mesmo com essas pautas presentes, não era a mesma coisa. Havia uma força grande das palavras de ordem contra o aumento, mais forte que os “brasil acordou” que estão tentando capturar o movimento. Ao mesmo tempo, na terça não estive na prefeitura, soube do que houve somente depois que cheguei em casa. E sai de lá com muita alegria, enquanto as pessoas que acompanharam pela TV e pelas outras mídias estavam com medo.

Por um lado, importante ver a TV para tentar supor o que vai subjetivar a grande maioria da população. Ao mesmo tempo, vontade de desligar para não ficar refém das vozes dos repórteres (sempre horríveis) e das imagens editadas.

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