Bizarro.

Vamos envelhecendo e pessoas que conhecemos bem vão morrendo.

Não conhecia o Phil Vane. Não fui no show do Extreme Noise no Brasil. O que talvez possa dar um tom meio de “tributo a uma celebridade” a esta postagem. Ao mesmo tempo, imagino que alguns entendam que existe uma rede de contágio afetivo naquilo que originalmente conhecíamos por punk, hardcore, e outras filiações.

Com o Extreme Noise a relação era vital. Era ouvir todos os dias e ao longo de várias horas. Imaginar que você era o vocalista da banda e, ao final de uma fita cassete inteira (VAT-60 na maioria das vezes), terminar sem voz.

De repente uma pessoa da tua família acaba de ir para o pronto socorro de ambulância. Meia noite e meia. Você abre o laptop por causa da insônia e dá de cara com a inscrição: RIP PHIL VANE. Você não acredita, pesquisa em tudo que é canto, e a notícia vai se espalhando. Até que todos confirmam.

Caramba, não consigo para de me lamentar e, uma vez mais, tentar acertar minhas contas com o fim de tudo. Quando tudo termina.

Repetindo o mantra: RIP PHIL VANE!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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