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Mês

Fevereiro 2011

RIP PHIL VANE


Bizarro.

Vamos envelhecendo e pessoas que conhecemos bem vão morrendo.

Não conhecia o Phil Vane. Não fui no show do Extreme Noise no Brasil. O que talvez possa dar um tom meio de “tributo a uma celebridade” a esta postagem. Ao mesmo tempo, imagino que alguns entendam que existe uma rede de contágio afetivo naquilo que originalmente conhecíamos por punk, hardcore, e outras filiações.

Com o Extreme Noise a relação era vital. Era ouvir todos os dias e ao longo de várias horas. Imaginar que você era o vocalista da banda e, ao final de uma fita cassete inteira (VAT-60 na maioria das vezes), terminar sem voz.

De repente uma pessoa da tua família acaba de ir para o pronto socorro de ambulância. Meia noite e meia. Você abre o laptop por causa da insônia e dá de cara com a inscrição: RIP PHIL VANE. Você não acredita, pesquisa em tudo que é canto, e a notícia vai se espalhando. Até que todos confirmam.

Caramba, não consigo para de me lamentar e, uma vez mais, tentar acertar minhas contas com o fim de tudo. Quando tudo termina.

Repetindo o mantra: RIP PHIL VANE!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Diante do fim

Meu estranhamento diante da morte de uma pessoa tão querida foi brutal.

Olho para sua foto e uma imensa sensação de espanto toma conta de mim quando penso que não conversarei mais com ela, que ela não virá mais visitar nossa casa aos domingos, que passarei em frente de sua casa e ela não estará mais vivendo lá.

Minhas dúvidas com relação às transcendentes respostas oferecidas para a morte começaram a diminuir. Embora tenham sido, à seu modo, muito belos os ritos religiosos de despedida, em momento algum consegui parar de pensar que a invenção das respostas para o problema da morte são apenas ficções que não nos impedem de sofrer.

O que conta, sempre, é tudo que podemos viver aqui, entre nós mesmos. As promessas de vida após a morte, tantas e tão variadas quanto as religiões, não são NADA, mesmo para os crentes, diante da morte.

Por isso é que devemos aproveitar ao máximo cada minutinho com as pessoas que amamos. A materialidade da morte deixa apenas um vazio e uma saudade imensa se insinuando por todas as horas do dia e por todos os cantos da casa.

(((Tia – você se foi há apenas poucas dezenas de horas – mas já sentimos uma saudade imensa – de tudo que vivemos – de tudo que ainda iríamos viver.)))

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