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Mês

Julho 2008

É a rádio Exodus!!! Diariamente.

nunca mudou nem nunca mudará o chero de fogueira vai perfumano o ar

fanático melodramático bonvivant

um triplex pra coroa é o que o malandro qué

e a neblina cobre a estrada de itapecerica

lavano o ódio embaxo do sereno

vermes e leões no mesmo ecossistema

hey truta eu to loko eu to veno mirage um bradesco bem em frente da favela é mirage

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tired and uninspired

dormir cedo e acordar cedo a semana inteira

Hoje dois e-mails muito legais chegaram na minha caixa. Destaque para o e-mail do João. Fiquei sentindo o seguinte: a melhor parte de escrever e-mails é receber a resposta deles. Claro, com os e-mails a gente cuida-de-si e aquelas coisas todas. Mas tem um sentimento bastante humano e genuíno quando chega uma resposta. Talvez infantil. Mas é um sentimento e tanto!

Gostaria de indicar a leitura de um texto do Slavoj Zizek. Resistir é Capitular. Por que este texto? É um texto mais próximo da prática política da resistência do que da elaboração filosófica ou analítica da resistência. E que termina de uma maneira muito, muito interessante mesmo, que reproduzo:

“A liçao é que a decisão realmente subversiva não está em insistir em reivindicações “infinitas”, que não podem ser atendidas pelos ocupantes do poder. Como eles sabem que sabemos disso, essa atitude de promover “demandas infinitas” não representa o menor problema para os poderosos: “É ótimo que, com as suas demandas críticas, vocês nos lembrem em que tipo de mundo todos gostaríamos de viver. Infelizmente, vivemos no mundo real, onde temos de nos contentar com o que é possível”.

“O que devemos fazer é, pelo contrário, bombardear os ocupantes do poder com demandas estrategicamente bem escolhidas, precisas e finitas, que não possam ter como resposta essa mesma desculpa.”

Zizek. Por conta dele, mais ainda que por conta do Romuca, estou tentando penetrar no universo esotérico lacaniano. Lendo livros básicos e, ao mesmo tempo, lendo aquelas coisas que Deleuze e também D&G escreveram sobre a psicanálise. É um tesão alucinar que, por estar fazendo isso, estou começando a ter idéias próprias. Por exemplo: embora tenham pontos de vista radicalmente diferentes acerca de algumas questões fundamentais do humano (desejo positividade x desejo negatividade, inconsciente representação x inconsciente produção, etc), D&G falam a partir dela, da psicanálise, ainda que seja para destroná-la.

De qualquer forma, tenho a grande sensação de que somente a análise pode tratar algumas coisas que se passam em nossos corpos.

Aliás, nesse fim-de-semana soube que quando você está matando patos, quando você corta a cabeça deles para que eles morram, se você soltar o bicho na terra, ele sai andando, mesmo sem a cabeça. Se você soltar o bicho na água, ele sai nadando, mesmo sem a cabeça. E isso dura um tempo. Uma amiga ouviu isso e disse: “e nós pensamos que as coisas estão na cabeça, né?”. Oh, yeah!

Bloggar: eis a vida!

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