São desafios. Em sua maioria, parecem grandes demais. Sobretudo quando se tenta encontrar um fio condutor, um eixo, e encontramos apenas linhas de fuga. Macropolítica. Toda uma trama a desbravar. Artimanhas. Estratégias. Cordialidade. Diplomacia. Espaço estreito demais para deixar a ingenuidade passar. Um dos nós: experiência. Os olhos daqueles que já sobreviveram ao ataque das feras mais de uma vez, saindo ilesos ou cuidando das feridas antes das infecções, parecem estar sempre sacando suas próximas duas jogadas. São como enxadristas disputando mais um campeonato. Se você fala pouco, isso pode ser apreendido como timidez ou ignorância. Se você tem uma fala entrecortada, isso pode ser apreendido como insegurança. Prevalece o negativo. A fala entrecortada também poderia ser vista como “obra em progresso”? Talvez. Mas não aqui. E ainda no que diz respeito às perguntas ingênuas, é como numa roda de adolescentes onde alguns detém as melhores piadas sarcásticas – ou você antecipa as possíveis respostas do cara, ou você certamente será fisgado.

Nesse espaço, soul brothers, coisas como namoro à distância, grupos de estudo, jantar sensorial, isso tudo é visto como romantismo – uma deixa para que tentem cooptá-lo.

Acreditem: tenho muita saudade do Da Silveira e do Cinic Clube!

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