Pesquisar

Mês

Junho 2008

Cini(c) Clube

Porque nós somos mais importantes do que a ética burguesa!

Cini(c) Clube exibe Edukators

Caros amigos ex-membros do Reflex Contemp,

Durante os próximos 04 meses, o Cini(c) Clube estará ativo aqui no CDDH. Toda terceira quarta-feira de cada mês, eu e mais dois rapazes do grupo Filhos da Terra exibiremos alguns filmes, seguidos de discussão, para os adolescentes do projeto Observatório da Juventude.

A proposta é a seguinte:

18/06 – Edukators – Tema do encontro: “Todo coração é uma célula revolucionária X Algumas pessoas nunca mudam”

16/07 – Na Natureza Selvagem – Tema do encontro: (depende do primeiro encontro)

20/08 – Surplus – Tema do encontro: (depende dos encontros anteriores)

17/09 – Lavorare con Letezza – Tema do encontro (depende dos anteriores)

É isso!

E, antes que alguém pense com um riso sarcástico na cara: eu vivo nesse passado!

Uh!

“o fantasma faz o prazer próprio ao desejo”

Post Scriptum

Hoje eu estou muito

muito

mas muito mesmo

realmente muito longe de minha potência de vida.

Estar no nível das paixões dá nisso.

Estou terminando o livrinho “Lacan”, de Vladimir Safatle. Difícil. Apenas um comentário introdutório. Porém difícil. Ontem li uma das coisas mais intelectualmente excitantes de minha vida de estudante: sobre o fantasma e a travessia do fantasma (a cura na análise).

trabalhadores desempregados

Is this the future? is this the future?
Is this the future of war? is this the future of war?
Is this the future of war?

Hoje recebemos a visita de um representante do Movimento dos Trabalhadores Desempregados. Conforme ele falava, imagens do livro Multidão apareciam em minha mente. Tentaremos um trabalho conjunto, tentando criar um nó da rede aqui mesmo entre a esquizocenia do p&b.

O que importa é a possibilidade de articular com um grupo que está empenhado em andar ao lado da GALERA, e não dos sindicatos, do poder público, do cacete. O que é comum? A pobreza. O desemprego. A desesperança.

Uma frase que marcou foi a relembrança de um escrito de Frei Betto. Aqui, a citação por completo: “Falar em direitos humanos na América Latina é luxo. Aqui, ainda lutamos por direitos animais, pois comer, abrigar-se das intempéries, educar a cria, são coisas de bicho.”

Não estou muito certo se é este o futuro da guerra. Mas é, sem dúvida, um poderoso aliado.

Rizoma

Amo quando acesso os links que estão nesta página e vejo atualizações! Fazem-me pensar. Admirar. Invejar. Colocam-me em movimento. Sinto que é mesmo uma rede afectiva: quando um dos nós é movimentado, todos os outros também entram em movimento!

Tenho estado numa espécie de congelamento intelectual. Timidamente, tenho voltado a estudar. Mas custa muito sentar e ler e anotar durante, digamos, meia hora! Então, quando escrevo, sinto que não tenho nada a dizer além de abrir a boca e deixar passar as palavras dos mestres. As poucas palavras que tenho lido!

Mas quando os blogs entram em movimento, algo em mim também se movimenta! E, antes que me perguntem, não é o meu þþþ!

Macropolítica

São desafios. Em sua maioria, parecem grandes demais. Sobretudo quando se tenta encontrar um fio condutor, um eixo, e encontramos apenas linhas de fuga. Macropolítica. Toda uma trama a desbravar. Artimanhas. Estratégias. Cordialidade. Diplomacia. Espaço estreito demais para deixar a ingenuidade passar. Um dos nós: experiência. Os olhos daqueles que já sobreviveram ao ataque das feras mais de uma vez, saindo ilesos ou cuidando das feridas antes das infecções, parecem estar sempre sacando suas próximas duas jogadas. São como enxadristas disputando mais um campeonato. Se você fala pouco, isso pode ser apreendido como timidez ou ignorância. Se você tem uma fala entrecortada, isso pode ser apreendido como insegurança. Prevalece o negativo. A fala entrecortada também poderia ser vista como “obra em progresso”? Talvez. Mas não aqui. E ainda no que diz respeito às perguntas ingênuas, é como numa roda de adolescentes onde alguns detém as melhores piadas sarcásticas – ou você antecipa as possíveis respostas do cara, ou você certamente será fisgado.

Nesse espaço, soul brothers, coisas como namoro à distância, grupos de estudo, jantar sensorial, isso tudo é visto como romantismo – uma deixa para que tentem cooptá-lo.

Acreditem: tenho muita saudade do Da Silveira e do Cinic Clube!

Esquecimento: faculdade ativa supra-consciente

02. PRINCÍPIO DO RESSENTIMENTO

01. A “hipótese tópica” Freudiana concebe que o mesmo aparelho psíquico não pode receber a excitação e guarda-la permanentemente. Distingue então um aparelho voltado para o exterior (consciência) e um destinado a conservar a excitação captada pelo primeiro (inconsciente).

02. Todos os elementos dessa hipótese estão em NIETZSCHE. Ele concebe dois sistemas do aparelho reativo – consciente e inconsciente. O inconsciente reativo é definido pelas marcas mnêmicas, sendo um sistema digestivo, ruminante, que exprime “a impossibilidade puramente passiva de se subtrair à impressão uma vez recebida”. Mesmo nessa digestão sem fim, as forças reativas executam uma tarefa (obedecem, são agidas). Mas é claro que esse sistema, sozinho, seria insuficiente. Para tornar a adaptação possível há um outro sistema de forças reativas que reage não às marcas, mas a excitação presente ou imagem direta do objeto, sendo que esse sistema não se separa da consciência. Essa segunda espécie de forças mostra sob que forma e condições a reação torna-se agida.

03. Separando os dois sistemas, impedindo que as marcas invadam a consciência, deixando à consciência terreno limpo para o novo, está a faculdade ativa supra-consciente do esquecimento. É ao mesmo tempo, portanto, que a reação, tomando por objeto a excitação na consciência, se torna agida (o que é permitido pelo esquecimento) e que a reação às marcas permanece não sentida, no inconsciente (o que também é permitido pelo esquecimento). Note-se a situação particular do esquecimento – força ativa, age junto às forças reativas, separando-as, funcionalmente. E para renovar a consciência deve constantemente pedir energia à consciência mesma, fazer sua essa energia para recalcar o inconsciente , impedir a emergência das marcas.

Trecho do livro “Nietzsche e a Filosofia“, de Gilles Deleuze.

Site no WordPress.com.

EM CIMA ↑