Por um lado, eu me considero um filósofo marxista extremado. Ou seja, fica claro onde eu me situo. Não sou adepto de combinar coisas. Detesto essa abordagem de pegar um pouquinho de Lacan, um pouquinho de Foucault, um pouquinho de Derrida. Não, não confio nisso; acredito em posições bem definidas. Acho que a postura mais arrogante é essa aparente modéstia multidisciplinar de “o que estou dizendo não é incondicional, é apenas uma hipótese”, e por aí vai. Isso é realmente uma postura de extrema arrogância. Creio que a única maneira de ser franco e ficar exposto à crítica é afirmar de maneira clara e dogmática onde você está. É preciso correr o risco de tomar uma posição. (Zizek)

Arriscar o impossível: conversas com Zizek.

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