Tanto tempo longe destas postagens e tantos assuntos que se acumulam. Ainda prevalecendo a incapacidade de realizar síntese, de escrever em poucas palavras.

Bob Dylan: por uma destas coisas inexplicáveis, resolvi baixar a discografia inteira do cara. Parei na década de oitenta, quando a música dele realmente se tornou inaudível. Contudo, sinto que conheço mais dele. Algumas já estavam mais do que batidas e nem ouço tanto. Mas conhecer os primeiros álbuns foi uma coisa fabulosa. Há mais neles do que aquele Greatest Hits Vol 1 é capaz de mostrar! Mas eu diria para a galera ouvir o Biograph ou o Essential, que são também coletâneas, mas têm algumas faixas muito porretas e muito fodidas. Enfim, é tudo que tenho ouvido desde princípio de maio.

Maio de 68
: talvez por coincidência, é o mês em que a data completou 40 anos. Livros, revistas, programa de TV, encartes especiais de jornal. Bob Dylan lançou o homônimo “Bob Dylan” em 1962. E talvez seja possível imaginar que as forças estavam se acumulando para irromper num grande soco ao redor de todo o mundo. Mais do que um mês e um ano revolucionários, foi um tempo de criar. De destruir para recriar. Um grande rizoma pleno de vida espalhou-se pelo mundo e criou mais e mais vida. 40 anos, mas ainda um bebê. Nada me anima tanto!

Homeopatia: Erika abriu meu caminho pra um tratamento sério com homeopatia. A consulta foi no dia 02 de maio. Duas horas de conversação. Quase uma terapia. Ao final, o veredicto: três colheres de café de Natrum Muriaticum. Então, esperar até o meio do mês de julho pra ver que efeitos o remédio teve. Até lá, nada de remédios comuns. Tenho uma farmacinha com umas duas dezenas de remédios homeopáticos. Se ficar doente, devo ligar pra médica e ela me indicará o que preparar. E o que é mais radiante: os efeitos daquelas três colherinhas são muito fortes – no trabalho, na vida pessoal, no sono, na alimentação. Curiosidade: a homeopatia não testa em animais…

Coca-Cola: e isso me leva ao próximo ponto – tenho tomado o sangue negro do kapitalismo somente de final de semana. Quem me conhece sabe que isso não é pouca coisa. Ao contrário! Viver com menos de 600 ml da bebida cotidianamente era considerado impossível por mim mesmo até… antes da consulta hemopática! Na conversa com a médica (clínica geral, homeopata) admiti meu vício e minha vergonha – por ser comunista e viciado no grande símbolo do kapitalismo. Ela me deu algumas boas dicas e acho que, aliadas ao medicamento, estão fazendo efeito. Curiosidade: no último número da revista Le Monde Diplomatique Brasil, saiu uma matéria sobre propaganda, que contou um pouco da história do sangue negro, a primeira grande jogada de marketing da história contemporânea – 2C´s, Coca (chá de coca) e Cola (noz de cola). Sinistro!

Pão&Beleza – 4 anos:

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