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Mês

Maio 2008

Dias impossíveis

Mais um dia. Menos um dia. Impressiona a sensação de que passa cada vez mais rápido. Como se amanhã já não fosse o penúltimo dia de maio. Domingo, o meio do ano. Como se nada tivesse se passado, em 2008, de 150 dias. Ou, então, 3.600 horas. Ou, então, 216.000 minutos. E assim vai. Esqueci muitas coisas. E isso me faz pensar que a doença do ressentimento ainda não me tomou por inteiro.

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É preciso correr o risco de tomar uma posição.

Por um lado, eu me considero um filósofo marxista extremado. Ou seja, fica claro onde eu me situo. Não sou adepto de combinar coisas. Detesto essa abordagem de pegar um pouquinho de Lacan, um pouquinho de Foucault, um pouquinho de Derrida. Não, não confio nisso; acredito em posições bem definidas. Acho que a postura mais arrogante é essa aparente modéstia multidisciplinar de “o que estou dizendo não é incondicional, é apenas uma hipótese”, e por aí vai. Isso é realmente uma postura de extrema arrogância. Creio que a única maneira de ser franco e ficar exposto à crítica é afirmar de maneira clara e dogmática onde você está. É preciso correr o risco de tomar uma posição. (Zizek)

Arriscar o impossível: conversas com Zizek.

E por falar em ler Nietzsche hoje…

A verdade das ruínas

Sai em português “Vontade de Poder”, edição forjada pela irmã de Nietzsche e que pretendia ser a síntese de sua filosofia

OSWALDO GIACOIA JUNIOR
ESPECIAL PARA A FOLHA

Esta nova edição brasileira de “A Vontade de Poder” tem um precedente em 1945, publicado com o título de “Vontade de Potência” [ed. Globo]. A primeira versão do original é de 1901, com 483 aforismos, editada pelos irmãos Horneffer e Heinrich Köselitz (apelidado por Nietzsche de Peter Gast).
A “versão canônica” de “A Vontade de Poder – Tentativa de uma Transvaloração de Todos os Valores”, composta de 1.067 aforismos, aparece em 1906, sob responsabilidade de Elisabeth Förster-Nietzsche e Peter Gast.
Ambas as versões se baseiam na anotação de 17 de março de 1887, em que Nietzsche projetara um livro em quatro partes, a primeira dedicada ao “niilismo europeu”, a segunda à “crítica dos mais elevados valores”, a terceira ao “princípio de uma nova instituição de valores”, a quarta e última ao “adestramento e cultivo”.
Ernst Horneffer, logo depois da primeira edição, já denunciara a pressa e o diletantismo com que a irmã de Nietzsche dirigia os trabalhos editoriais dos Nietzsche-Archiv, sem criterioso exame de todo o material inédito do irmão.
Isso gerou intensa polêmica, em que intervieram Bäumler, Heidegger, Löwith, Jaspers e Schlechta. Este, na década de 1950, acusou Elisabeth de granjear reputação de autoridade teórica graças à falsificação de cartas do irmão.
Em sua própria edição da obra de Nietzsche, Schlechta recusa a autenticidade de “A Vontade de Poder”, dissolvendo seu conteúdo numa seqüência de fragmentos, remetidos aos manuscritos. Porém Schlechta reproduz, quanto ao conteúdo, o mesmo material da edição de 1906.
Colli e Montinari, no início de 1970, dissipam todos os equívocos, restituindo o material até então publicado ao contexto temático original e à cronologia efetiva dos manuscritos. Desaparece, então, o mito de uma obra mestra, surgido da intenção de Förster-Nietzsche de reunir na unidade sistemática de uma obra o pensamento fundamental do irmão, assegurando-lhe o status de filósofo.
Desde a edição Colli-Montinari, sabe-se que, entre 26/8 e 3/9 de 1888, Nietzsche renunciou à “Vontade de Poder” com o subtítulo “Transvaloração de Todos os Valores”.

Plano alterado
Desde setembro de 1888, esse plano foi alterado. O novo livro seria “Transvaloração de Todos os Valores”, em quatro partes, sendo a primeira “O Anticristo”. A síncope mental do filósofo no início de 1889 complicaria a situação, deixando em aberto o projeto de reunir seu pensamento num único livro.
Em carta a Deussen, de 26/ 11/1888, Nietzsche anuncia a conclusão dos projetos: renuncia à publicação da “Transvaloração”, e a substitui pela primeira parte: “O Anticristo”.
Nessa carta (e a Brandes, de 20/11/1888), a “última palavra” de Nietzsche sobre “A Vontade de Poder” seria substituí-lo não mais pela “Transvaloração”, mas por “O Anticristo”, com o subtítulo “Maldição sobre o Cristianismo”.
Daí em diante, saber se “O Anticristo” conclui os programas planejados para “A Vontade de Poder” e “Transvaloração de Todos os Valores” é um dos problemas mais desafiadores para os especialistas em Nietzsche.

Mal-entendidos
A despeito das hesitações e mudanças, algo se mantém nos vários planos, “a concepção de conjunto continua a mesma: depois da crítica do cristianismo, da moral, da filosofia, Nietzsche tem em vista o anúncio de sua filosofia. Esta é a filosofia de Dioniso, a filosofia do eterno retorno do mesmo.
Considerada do ponto de visto do conteúdo, “A Transvaloração de Todos os Valores” era, em certo sentido, idêntica à “Vontade de Poder”, mas justamente por isso ela era sua negação literária. Ou também: a partir dos apontamentos para “A Vontade de Poder” surgiram “O Crepúsculo dos Ídolos” e “O Anticristo’; o resto é: espólio” [“Nietzsche Lesen”, Ler Nietzsche, de Mazzino Montinari, ed. Walter de Gruyter, 1982].
Um cuidado indispensável é referir-se aos textos de “A Vontade de Poder” sempre em relação à edição Colli-Montinari. Pois “A Vontade de Poder” corresponderia menos a posições de Nietzsche que a intenções de Förster-Nietzsche, induzindo a inevitáveis distorções.
Porém mal-entendidos foram também gerados pelos livros publicados por Nietzsche, sem suscitar igual reserva. A despeito dos problemas que o tornam filosófica e editorialmente insustentável como obra de Nietzsche (retirar fragmentos de seus contextos temáticos originais, desligá-los de sua cronologia, agrupá-los conforme rubricas e esboços abandonados pelo autor), é fato que “A Vontade de Poder” pertence à história efetiva da recepção de sua filosofia.
Por essa razão, o leitor brasileiro, sobretudo aquele que não tem acesso ao original e ao contexto histórico da polêmica, merece ter em mãos uma tradução de qualidade desse livro que, mesmo contestado, tornou-se um clássico da filosofia contemporânea.
A nova tradução tem por base a 13ª edição das obras de Nietzsche por Kröner, tomando o cuidado de comparar cada aforismo com o texto dos fragmentos póstumos estabelecidos na edição histórico-crítica dos escritos de Nietzsche por Colli, Montinari e sucessores.
Escrúpulo filológico providencial, que credencia ainda mais uma tradução feita com rigor e competência, sem descurar da elegância do vernáculo, numa contribuição relevante para os estudos sérios sobre Nietzsche no Brasil.

OSWALDO GIACOIA JUNIOR é professor associado no departamento de filosofia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e autor de, entre outros, “Nietzsche” (Publifolha).

VONTADE DE PODER
Autor: Friedrich Nietzsche
Tradução: Marcos Sinésio P. Fernandes e Francisco José D. de Moraes
Editora: Contraponto (tel. 0/xx/21/ 2544-0206)
Quanto: R$ 70 (516 págs.)

POR QUE LER NIETZSCHE HOJE

Dentre os clássicos da filosofia moderna, Nietzsche talvez seja o pensador mais incômodo e provocativo. Sua vocação crítica cortante o levou ao submundo de nossa civilização, sua inflexível honestidade intelectual denunciou a mesquinhez e a trapaça ocultas em nossos valores mais elevados, dissimuladas em nossas convicções mais firmes, renegadas em nossas mais sublimes esperanças. Essa atitude deriva do que Nietzsche entendia por filosofia.

Para ele, filosofar é um ato que se enraíza na vida e um exercício de liberdade. O compromisso com a autenticidade da reflexão exige vigilância crítica permanente, que denuncia como impostura qualquer forma de mistificação intelectual. Por isso, Nietzsche não poupou de exame nenhum de nossos mais acalentados artigos de fé. O destino da cultura, o futuro do ser humano na história, sempre foi sua obsessiva preocupação. Por causa dela, submeteu à crítica todos os domínios vitais de nossa civilização ocidental: científicos, éticos, religiosos e políticos.

Nietzsche é um dos grandes mestres da suspeita, que denuncia a moralidade e a política moderna como transformação vulgarizada de antigos valores metafísicos e religiosos, numa conjuração subterrânea que conduz ao amesquinhamento das condições nas quais se desenvolve a vida social. Nesse sentido, ele é um dos mais intransigentes críticos do nivelamento e da massificação da humanidade. Para ele, isso era uma conseqüência funesta da extensão global da sociedade civil burguesa, tal como esta se configurou a partir da Revolução Industrial.

Nietzsche se opõe à supressão das diferenças, à padronização de valores que, sob o pretexto de universalidade, encobre, de fato, a imposição totalitária de interesses particulares; por isso, ele é também um opositor da igualdade entendida como uniformidade. Assim, denunciou a transformação de pessoas em peças anônimas da engrenagem global de interesses e a manipulação de corações e mentes pelos grandes dispositivos formadores de opinião.

O esforço filosófico de Nietzsche o levou a se confrontar com as grandes correntes históricas responsáveis pela formação do Ocidente: a tradição pagã greco-romana e a judaico-cristã; e o que resultou da fusão entre as duas.

Ao longo desse seu confronto com o conjunto da herança cultural de nossa tradição, Nietzsche forjou conceitos e figuras do pensamento que até hoje impregnam nosso vocabulário e povoam nosso imaginário político e artístico. Tais são, por exemplo, as noções de Apolo e Dionísio, transformadas em categorias estéticas, os conceitos de vontade de poder, além-do-homem (Übermensch), eterno retorno e niilismo e a figura da morte de Deus.

É impossível se colocar à altura dos principais temas e questões de nosso tempo sem entender o pensamento de Nietzsche. Ateísta radical, ele atribui ao homem a tarefa de se reapropriar de sua essência e definir as metas de seu destino. Dele afirma o filósofo Martin Heidegger: “Nietzsche é o primeiro pensador que, perante a história universal pela primeira vez aflorada em seu conjunto, coloca a pergunta decisiva e a reflete internamente em toda a sua extensão metafísica. Essa pergunta reza: como homem, em sua essência até aqui, está o homem preparado para assumir o domínio da terra?”1

Nesse sentido, Nietzsche é o pensador de nossas angústias, que não poupou nenhuma certeza estabelecida –sobretudo as suas próprias convicções– e desvendou os mais sinistros labirintos da alma moderna. Com a paixão que liga a vida ao pensamento, Nietzsche refletiu sobre todos os problemas cruciais da cultura moderna, sobre as perplexidades, os desafios, as vertigens no fim do século 19. Dessa sua condição, postado entre o final e o início de duas eras, Nietzsche esboçou um quadro que, em todos os seus matizes, nos concerne ainda, na passagem a um novo milênio, em direção a um destino que ainda não se pode discernir.

A despeito de sua visão sombria, Nietzsche tentou ser, ao mesmo tempo, um arauto de novas esperanças. Sua mensagem definitiva –a criação de novos valores, a instituição de novas metas para a aventura humana na história– é também um cântico de alegria. Essa é uma das razões pelas quais o estilo de Nietzsche resulta da combinação paradoxal de elementos antagônicos: sombra e luz, agonia e êxtase, gravidade e leveza.

Isso explica por que, para ele, o riso e a paródia são operadores filosóficos inigualáveis: eles permitem reverter perspectivas fossilizadas. Nietzsche, o impiedoso crítico das crenças canônicas, é também um mestre da ironia. Sua ambição consiste em tornar superfície o que é profundidade, restituir a graça ao peso da seriedade filosófica.

Opositor ferrenho da dialética socrática, Nietzsche reedita, no mundo moderno, o gesto irônico do pai fundador da filosofia ocidental. Decisivo adversário de Platão, sua filosofia talvez possa ser caracterizada como uma inversão paródica do platonismo. Definindo-se como o mais intransigente anticristão, dá, no entanto, à sua autobiografia intelectual, escrita no final de sua vida, o título Ecce Homo (“Eis o Homem”) –expressão empregada por Pilatos ao apresentar Jesus a seus algozes, pouco antes da Paixão.

Nietzsche, o filósofo-artista, um poeta que só acreditava numa filosofia que fosse expressão das vivências genuínas e pessoais, vendo na experiência estética uma espécie de êxtase e redenção, é, por isso mesmo, um precursor da crítica a um tipo de racionalidade meramente técnica, fria e planificadora. A despeito da profundidade e da gravidade das questões com que se ocupa, sempre as tratou em estilo artístico, poeticamente sugestivo; só acreditava na autenticidade de um pensamento que nos motivasse a dançar. Ele mesmo imagina sobre sua porta a inscrição:

Moro em minha própria casa
Nada imitei de ninguém
E ainda ri de todo mestre
Que não riu de si também.2

Sem extravasar os limites dos livros desta série, Folha Explica Nietzsche se propõe a ser uma apresentação geral do homem e do filósofo Friedrich Nietzsche. Seu objetivo é fazer com que o leitor se familiarize com os conceitos, as figuras e o estilo de Nietzsche –não para depois encerrá-los em qualquer câmara da memória, mas sim para despertar seu interesse e estimulá-lo a seguir adiante. Aceitar o desafio de Nietzsche implica, sobretudo, pensar independentemente; e por isso, às vezes, também contra Nietzsche.

1 Heidegger, “Wer ist Nietzsches Zarathustra?”; em: Vorträge und Aufsätze. Pfullingen: Neske Verlag, 1954; p. 102.

2 Epígrafe de A Gaia Ciência; em: Nietzsche, Obra Incompleta. Trad. Rubens Rodrigues Torres Filho. Col. Os Pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1974; p. 195.

“Nietzsche”
Autor: Oswaldo Giacóia Júnior
Editora: Publifolha
Páginas: 96
Quanto: R$ 17,90
Onde comprar: nas principais livrarias, pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Publifolha

Fim de semana

Gostaria de conseguir transformar um sonho antigo em realidade: curtir todos os dias de minha vida como se fosse um final de semana. Sonho antigo, desde os tempos de escritas em fanzines anarco-punk-emo-straight-edge. Lembro-me de que, naquela época, cheguei a escrever um texto dizendo que trabalhava apenas para garantir os meus finais de semana, quando poderia encontrar minha então namorada com a grana vinda do suor de trabalhador. De certa forma, 10 anos depois, isso está quase retornando (eterno-retorno-do-mesmo?). E tenho precisado realmente mergulhar nas profundezas de meu cotidiano para fazer as mudanças estruturais necessárias pra não permitir que o trabalho mais legal do mundo se torne um tripalium. Aliás, percebo que todos nós por aqui estamos tentando fazer isso…

Esse deveria ser um post sobre namoro a distância. De alguma forma, foi, né não?

Bob Dylan. Maio de 68. Homeopatia. Coca-Cola. Pão&Beleza – 4anos.

Tanto tempo longe destas postagens e tantos assuntos que se acumulam. Ainda prevalecendo a incapacidade de realizar síntese, de escrever em poucas palavras.

Bob Dylan: por uma destas coisas inexplicáveis, resolvi baixar a discografia inteira do cara. Parei na década de oitenta, quando a música dele realmente se tornou inaudível. Contudo, sinto que conheço mais dele. Algumas já estavam mais do que batidas e nem ouço tanto. Mas conhecer os primeiros álbuns foi uma coisa fabulosa. Há mais neles do que aquele Greatest Hits Vol 1 é capaz de mostrar! Mas eu diria para a galera ouvir o Biograph ou o Essential, que são também coletâneas, mas têm algumas faixas muito porretas e muito fodidas. Enfim, é tudo que tenho ouvido desde princípio de maio.

Maio de 68
: talvez por coincidência, é o mês em que a data completou 40 anos. Livros, revistas, programa de TV, encartes especiais de jornal. Bob Dylan lançou o homônimo “Bob Dylan” em 1962. E talvez seja possível imaginar que as forças estavam se acumulando para irromper num grande soco ao redor de todo o mundo. Mais do que um mês e um ano revolucionários, foi um tempo de criar. De destruir para recriar. Um grande rizoma pleno de vida espalhou-se pelo mundo e criou mais e mais vida. 40 anos, mas ainda um bebê. Nada me anima tanto!

Homeopatia: Erika abriu meu caminho pra um tratamento sério com homeopatia. A consulta foi no dia 02 de maio. Duas horas de conversação. Quase uma terapia. Ao final, o veredicto: três colheres de café de Natrum Muriaticum. Então, esperar até o meio do mês de julho pra ver que efeitos o remédio teve. Até lá, nada de remédios comuns. Tenho uma farmacinha com umas duas dezenas de remédios homeopáticos. Se ficar doente, devo ligar pra médica e ela me indicará o que preparar. E o que é mais radiante: os efeitos daquelas três colherinhas são muito fortes – no trabalho, na vida pessoal, no sono, na alimentação. Curiosidade: a homeopatia não testa em animais…

Coca-Cola: e isso me leva ao próximo ponto – tenho tomado o sangue negro do kapitalismo somente de final de semana. Quem me conhece sabe que isso não é pouca coisa. Ao contrário! Viver com menos de 600 ml da bebida cotidianamente era considerado impossível por mim mesmo até… antes da consulta hemopática! Na conversa com a médica (clínica geral, homeopata) admiti meu vício e minha vergonha – por ser comunista e viciado no grande símbolo do kapitalismo. Ela me deu algumas boas dicas e acho que, aliadas ao medicamento, estão fazendo efeito. Curiosidade: no último número da revista Le Monde Diplomatique Brasil, saiu uma matéria sobre propaganda, que contou um pouco da história do sangue negro, a primeira grande jogada de marketing da história contemporânea – 2C´s, Coca (chá de coca) e Cola (noz de cola). Sinistro!

Pão&Beleza – 4 anos:

all i really want to do


Eu não estou querendo competir com você
Ganhar ou trapacear, ou te maltratar
Te simplificar, ou classificar
Te negar, desafiar ou crucificar
Tudo que eu realmente quero fazer
É ser seu amigo

Não, eu não estou procurando brigar com você
Te assustar ou te deixar tensa
Te arrastar pra baixo ou te sugar
Te amarrar ou te derrubar
Tudo que eu realmente quero fazer
É ser seu amigo

Eu não quero the bloquear.
Te chocar, cansar, ou te trancar
Te analisar, te categorizar
te finalizar ou chamar sua atenção
Tudo que eu realmente quero fazer
É ser seu amigo

Eu não quero te entediar,
Correr ou te perseguir, rastrear ou te caçar
Ou te desgraçar, ou te deslocar
Ou te definir, ou te confinar
Tudo que eu realmente quero fazer
É ser seu amigo

Eu não quero conhecer seus parentes,
Te fazer rodar ou te comer
Ou te selecionar, ou te dissecar
Ou te inspecionar, ou te rejeitar
Tudo que eu realmente quero fazer
É ser seu amigo

Eu não quero te falsificar,
Pegar ou balançar, ou desistir de você
Eu não quero que você se sinta como eu
Veja como eu ou seja como eu
Tudo que eu realmente quero fazer
É ser seu amigo

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