Romance que narra um dia na vida de Silvêra, rapaz sem qualidades de quase trinta anos que esperava viver um dia que fizesse sua vida inteirava valer a pena e, tão logo o encontrasse, “daria um jeito de morrer”.

Escrito de forma crua e direta, em primeira pessoa, conta como o rapaz, no meio de uma viagem, encontra uma velha amiga, ao lado de quem vive o dia esperado, sendo afetado de todos os afectos possíveis e imagináveis.

Findo este dia, decide mudar o rumo de sua viagem e partir para uma praia desconhecida, onde poderia viver das memórias do dia vidido e, quando as mesmas estivessem próximas de chegar ao fim, daria cabo da própria vida, fugindo definitivamente do vazio que sucede ao cheio.

Covarde, Silvêra não consegue cometer suicídio, por julgar que o dia em questão talvez não houvesse acontecido. Segue sua vida de homem sem qualidades, julgando que um dia a mesma irá valer a pena.

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