uma irritação. um incômodo. um desejo de fazer algo mais.

porque pouco tem me adiantado conhecer a dinâmica dos processos sociais quando pessoas vêm dia após dia procurar pelos classificados e, também dia após dia, receber uma outra negativa.

como diz Pedro Demo, em seu Charme da Exclusão Social:

“Há duas décadas, publiquei um trabalho com o título A pobreza também tem charme, buscando indicar que a pesquisa e a teoria em torno da pobreza iam bem, enquanto o pobre continuava na mesma”.

então, você vê a minha situação: dia após dia ouvindo a grande maioria apresentar o quanto estão fodidos – e isso não necessariamente de modo verbal, basta olhar, cheirar.

das duas uma:

– ou eu vou conseguir um meio de vida que me permita criar um sistema de pensamento maneiro sem ficar me perguntando pra que ele serve;

– ou eu vou ter que arranjar um jeito de redistribuir a riqueza, mesmo que na marra.

um grande abraço,

silvio

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