Estimados visitantes, conhecidos e desconhecidos,

A maioria de minhas equações resulta em melancolia. Será esse um sinal de adoecimento? Estarei me aproximando a passos largos da velhice? Entrando num estado terminal, à medida que avanço pela vida?

Por mais que nos aproximemos da morte a cada segundo, devo declarar que, como forte admirador da filosofia nietzscheana, ansiava estar deixando o estágio de camelo e, a cada dia, me aproximando mais do estágio de leão – e, um dia, tornar-me criança de espírito.

Nessa noite, entretanto, venho sentindo que escolho carregar os fardos. Como numa outra postagem, voltei a sentir que vivo tal qual um rei quando comparado a um miserável, ao mesmo tempo em que vivo tal qual um mendigo quando comparado a um rei. Habitar este intervalo tem-me sido insuportável, pois a precariedade da vida média sempre me repugnou.

A melancolia ainda não teve forças suficientes para sequestrar meu coração. E cada novo raiar de sol me dá esperanças de novas revoluções por minuto. Alguns dias são bem sucedidos e o resultado da equação do viver é diferente: tesão pela vida! Outros, a maioria deles, resulta na melancolia, na velhice, na morte. E tento fazer ter mais valor mediante o julgamento de meu coração os dias que me fazem sentir mais vivo, mais vivo, mais vivo!

Enfim, tal qual a pedagogia da chuva, quero continuar resistindo e caminhando rumo ao devir-criança. Me tornar mais forte que a melancolia e, quem sabe, mudar o final de minhas equações. O que importa? Importa não usar a palavra sempre no que diz respeito à melancolia. Importa também usar a palavra sempre no diz respeito às palavras Amor Fati!

Amor Fati!

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