Eu vivia uma vida farta e miserável nos anos de minha juventude.

Sabia que o mundo não tinha jeito, mas insistia em agir como se tivesse. Porque entre saber e acreditar existe uma grande diferença. Não é?

Então, por esse tempo, eu mendigava ternura e esbanjava dinheiro. Minha vida emocional era um mar de lágrimas e meu estômago um mar de boas bebidas destiladas.

Sim: eu era o mais decadente dentre todos os emergentes. E não: nunca me envergonhava disso. Ao contrário: todas as vezes em que tinha motivos para fazê-lo, eu bebia ainda mais.

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