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Mês

Novembro 2007

SEM PALAVRAS

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Que se foda.

O resultado de minhas equações

Estimados visitantes, conhecidos e desconhecidos,

A maioria de minhas equações resulta em melancolia. Será esse um sinal de adoecimento? Estarei me aproximando a passos largos da velhice? Entrando num estado terminal, à medida que avanço pela vida?

Por mais que nos aproximemos da morte a cada segundo, devo declarar que, como forte admirador da filosofia nietzscheana, ansiava estar deixando o estágio de camelo e, a cada dia, me aproximando mais do estágio de leão – e, um dia, tornar-me criança de espírito.

Nessa noite, entretanto, venho sentindo que escolho carregar os fardos. Como numa outra postagem, voltei a sentir que vivo tal qual um rei quando comparado a um miserável, ao mesmo tempo em que vivo tal qual um mendigo quando comparado a um rei. Habitar este intervalo tem-me sido insuportável, pois a precariedade da vida média sempre me repugnou.

A melancolia ainda não teve forças suficientes para sequestrar meu coração. E cada novo raiar de sol me dá esperanças de novas revoluções por minuto. Alguns dias são bem sucedidos e o resultado da equação do viver é diferente: tesão pela vida! Outros, a maioria deles, resulta na melancolia, na velhice, na morte. E tento fazer ter mais valor mediante o julgamento de meu coração os dias que me fazem sentir mais vivo, mais vivo, mais vivo!

Enfim, tal qual a pedagogia da chuva, quero continuar resistindo e caminhando rumo ao devir-criança. Me tornar mais forte que a melancolia e, quem sabe, mudar o final de minhas equações. O que importa? Importa não usar a palavra sempre no que diz respeito à melancolia. Importa também usar a palavra sempre no diz respeito às palavras Amor Fati!

Amor Fati!

Se pudesse trocar meus dentes por pregos, e então mastigar minha própria língua. Ou então: se pudesse arrancar meus dedos com os dentes, e então pintar paredes.

Sangue, suor, lágrimas e risadas

São muitas as coisas que tenho pra fazer. O problema é que não quero fazer nenhuma delas. Não tendo ninguém pra conversar, e sem estômago pra tomar uns tragos, resolvi escrever. É, ainda estou nessa fase da vida em que posso escolher entre tomar uns tragos e escrever. Que sorte!

Ter ido pra Rio Claro no feriado foi das melhores coisas. Revi alguns dos caras mais importantes da minha vida e também conheci uma Travessa. Comi carne depois de treze anos e passei mal durante todo o restante do final de semana. Tomamos duas dúzias de cerveja. Falamos sobre teoria e prática da sedução e do pé na bunda. E, merda, corremos pelados no campinho de novo!

Além disso, consegui pegar minha homenagem na faculdade. Cacete. Agora fico mostrando isso pra todo mundo, sentindo vergonha e orgulho ao mesmo tempo. A parte mais engraçada é que nem sabia disso. Senão, teria ido à formatura, mesmo que tivesse que deixar de comer queijo no ano passado! Seria ótimo ostentar as plaquinhas na frente de algumas pessoas da minha turma que realmente queriam ganhar aquilo.

Por fim, teve Pirassununga. Ah, foi foda. Minha família. Meus trutas. O Del Rey. Os cachorros. Aquele PC que me acompanha desde o primeiro namoro. E, porra, nem tem como deixar de lembrar como que a gente se diverte enchendo a cara. No final das contas, a gente tem razão: não é que a banda seja ruim, mas ela fica muitíssimo melhor depois da décimo copo. Oh, yeah!

Ah, deus-pai. E tiveram as garotas. As mulheres. Obviamente. Pra fazer chorar e pra fazer rir. Tá faltando ainda aquela que, além de me fazer rir e chorar, também vai me fazer gozar. E, embora digam que é mais fácil conseguir essa última parte, eu não abro mão de conseguir todas ao mesmo tempo. Mas tenho que confessar: tá foda de sobreviver a esses meses todos só no sexo solitário. A vida é mais e menos do que isso, porra!

Só queria dizer isso. Ou talvez quisesse dizer mais. Não interessa, interessa?

Fragmentos de minha autobiografia – que vai ser escrita quando eu for velho – se eu chegar a ser velho

Eu vivia uma vida farta e miserável nos anos de minha juventude.

Sabia que o mundo não tinha jeito, mas insistia em agir como se tivesse. Porque entre saber e acreditar existe uma grande diferença. Não é?

Então, por esse tempo, eu mendigava ternura e esbanjava dinheiro. Minha vida emocional era um mar de lágrimas e meu estômago um mar de boas bebidas destiladas.

Sim: eu era o mais decadente dentre todos os emergentes. E não: nunca me envergonhava disso. Ao contrário: todas as vezes em que tinha motivos para fazê-lo, eu bebia ainda mais.

In Nerds We Trust

Topetes, óculos e bikes.

Sadness will prevail

I tore it down to lift it up off the Ground it makes me it brings me down And
all i am on the ground my cover That you have blown i wish this path I did
not go it makes me it brings me Down and all i am on the ground at Night i wrap
myself in pain and i’ll Never see again

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