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Mês

Outubro 2007

Monografia do Vitor


Tive a oportunidade de ler parte do capítulo teórico da monografia do Vitor, sobre Jogos Eletrônicos, Educação e Subjetivação. Se fosse necessário utilizar uma única palavra para descrever este capítulo, não poderia usar uma que não fosse “maravilhoso”.

Embora as referências sejam muitas, muitas mesmo, Vitor está conseguindo realizar a escrita de um texto ágil e veloz. Muito mais do que um aglomerado de conceitos, está conseguindo criar um texto que pode inclusive servir de material de fundamentação de outros textos.

O lance é que não está parecendo superficial. A maneira como os conceitos estão unidos deixou em mim a sensação de que o escritor sabe do que está escrevendo, e isso nem sempre acontece em monografias.

Falando sério: se a coisa continuar seguindo esse rumo, vale a pena encaminhar para o pessoal do Rio Grande do Sul, da UFRGS. Não tenho dúvidas de que poderia ser incluído na publicação de um daqueles livros organizados pela Tania Mara G Fonseca, como é o Cartografias e Devires.

Firmeza total!

Factótum

Para cada Joana D’Arc existe um Adolf Hitler no outro lado da balança.

Bukowski, em Factótum

Gentificando

Caras, acabo de adicionar o link do blog do Fábio.

gentificando.blogspot.com

Pedagogia da chuva


Outro dia que se afunda no horizonte. Ao som das muitas vozes de Ryan Adams, simplesmente admiro a beleza deste espetáculo coitidiano de vida e morte. Ao qual estamos vitalmente conectados…

Como a chuva que rondou os céus por todo dia, e quase não caiu, com a mesma insistência vou sentindo uma porção de coisas para as quais não consigo dar nomes. Nos ramos das muitas plantas que embelezam a janela de meu trabalho, resistem gotículas de todos os tamanhos. Em sua resistência, há uma pedagogia que não sou capaz de apreender…

Hoje rondei algumas ruas da cidade, durante meu horário de almoço, tentando encontrar sabe-se lá o quê. Encontrei somente um livro de Bukowski e uns poucos pensamentos. De qualquer forma, era como se eu mesmo tivesse redigido aquelas linhas iniciais do romance, que dizem:

“Cheguei a Nova Orleans às cinco da manhã, debaixo de chuva. Sentei-me nas proximidades da rodoviária por um tempo, mas as pessoas me deprimiam de tal maneira que peguei minha mala, enfrentei a chuva e comecei a andar.”

E, ao mesmo tempo em que essas linhas me abençoavam, pensava que há tempos não consigo tocar em qualquer um dos clássicos autores da literatura universal, mas somente nesses pequenos incompetentes, viciados, homessexuais, feiosos, malucos, tarados, que escreveram algo que está muito distante dos clássicos.

“Leve, leve, muito leve,
Um vento muito leve passa,
E vai-se, sempre muito leve.
E eu não sei o que penso
Nem procuro sabê-lo.”

Diferente de Caeiro, procuro. Gostaria que houvesse algo mais. Não há. Sinto um espaço entre minha pele e o mundo. É quase como se não conseguíssemos manter contato.

Agora venta. Ainda assim, as gotículas insistem em resistir e não rebentar ao chão.

Pedagogia da chuva.

Meu nome é Museu

Dizem: quem vive de passado é museu.

Então: meu nome é Museu.

Mickey Rourke


Fiz a minha primeira aula de boxe ontem. É um pouco complicado. Tá difícil desde o aquecimento, com seus mil abdominais! Depois tem a técnica, que é outra complicação.

Amanhã volto lá.

É nóis.

Para João. Camelo. Leão. Criança?


“Então, quem é o leão? O leão encarna um tipo de crítica infinitamente mais destrutiva, mais desapiedada, mais dissolvente, mais cética e mais trágica que a do cristicismo. Sua face negativa é muito mais radical, mais negativa, porque o tipo de afirmação que prepara é, também, mais radical, mais afirmativa. O leão não muda os valores, mas sim os despedaça; e não muda tampouco o lugar do qual derivam os valores, mas suprime todo lugar. Por isso, seu território é esse lugar que é um não lugar: o deserto. E não somente nega o amo, senão que, para negá-lo completamente, se nega também a si mesmo. Por isso, Hopenhayn centra seu comentário, não tanto na luta do leão contra qualquer figura externa da submissão, mas, sim, na dimensão autodestrutiva dessa luta: ‘A criança pressupõe um último gesto autodissolutivo no leão. Para que a criança nasça, o leão deve perecer, e para isso deve estar disposto a perecer'”.

Nietzsche & a Educação. Jorge Larrosa. A libertação da liberdade: para além do sujeito.

Cabelos compridos, barbas, bonés e planos


Há pouco mais de dois anos nós planejávamos algo em redor daquela mesa, naquela cozinha quase sempre suja, com aquela insana Guria nos dando lições a respeito de como resistir ao processo civilizatório ocidental.

Que mais dizer?

Obrigado pela lembrança, João. Obrigado.

Imagens



Vocês, que são espertos, vão compreender.

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