Nunca lemos Espinosa. Ainda assim, é ele que nos impulsiona. Num grupo de estudos que pretende expandir o comum e contribuir para com a construção do projeto da multidão. Mas fico tentando imaginar o cotidiano de Maledictus. O que eletrizou seu corpo para produzir o que produziu? Penso em seu cotidiano. A maneira como era atravessado e atravessava o mundo. Como ele se sentiria num mundo cheio de engarrafamentos, fast-foods, seriados de TV, internet, aviões? Como ele caminharia dentro de um supermercado que comporta tudo? Pensei nisso hoje, enquanto me sentia patético dentro de um supermercado.

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