Vejam só.

Naquele artigo, A Escrita de Si, Michel Foucault fala de umas cadernetas usadas pelos antigos para anotar frases, passagens, escritos por outras pessoas, e que fossem “úteis” na construção que o indivíduo fazia de si mesmo.

Enfim, essas cadernetas chamavam-se Hypomnemata. E levei umas duas semanas pra aprender a escrever essa droga de palavra! E, até hoje, não sei como se pronuncia!

De qualquer forma, não se tratava de diários, mas de caderninhos onde as pessoas anotavam frases. Depois, podiam consultar esses tais caderninos.

Novamente, enfim. Aqui não vai ser propriamente um caderninho deste tipo. Coloquei o nome só pra ficar meio arrogante… E ainda não sei bem o que será deste blog. Ainda não consegui articular muito bem a coisa da escrita e da necessidade de sua veiculação pública.

Os blogs costumam ser mais pessoais. Mas ainda prefiro sonhar com um mundo de cartas, escritas em papel e enviadas pelo correio.

De qualquer maneira, letrinhas pelo mundo virtual. Letrinhas.

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